Foram destacados os fatos de a Alemanha liderar o ranking das exportações em 2025 e as iniciativas socioambientais dos cafés do Brasil frente às novas exigências do comércio global

Na semana passada, o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a convite da Associação Alemã de Café (Deutscher Kaffeeverband), participou do Congresso Anual do Café e de uma série de eventos realizados pela indústria torrefadora alemã em Berlim, na Alemanha, como a “Recepção do Ano Novo” e uma ação especial para a entidade, junto com a suíça Swiss Coffee Trade Association (SCTA) e a colombiana Federación Nacional de Cafeteros (FNC), que incluiu visitas às principais indústrias locais e àquelas que mostram inovações no setor.
O Congresso reuniu cerca de 450 pessoas, com ampla representação dos torrefadores, mas também incluiu importantes traders, fabricantes de embalagens, redes de cafeterias, profissionais da área de logística, do segmento do café solúvel, entre outros.
“O foco esteve no mercado de café alemão, com apresentação de importantes insights, foco em sustentabilidade e inovação”, revela Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé.
Segundo ele, foram apresentadas análises de mercados em diversos painéis pelos parceiros Nielsen, GfK, StoneX e, ainda, por representantes do setor financeiro da Alemanha.
Entre as colocações realizadas, Matos ressalta a apresentação da situação macroeconômica europeia, que mostrou recuperação, tendo fundamentos mais favoráveis para a Alemanha e demais países do continente. “As tendências são de uma busca por parte do bloco europeu por novos parceiros diante dos desafios geopolíticos”, fala.
Outros pontos de destaque, conforme o diretor do Cecafé, foram: i) crescimento do mercado alemão de café em volume e valor; ii) recuperação e crescimento nas vendas de máquinas de café domésticas; iii) liderança da categoria de café em grãos no varejo; e iv) inovação em novas formas de comunicação nas redes de cafeterias, com engajamento das gerações “Z” e “Millennials”, como um exemplo apresentado pela LAP Coffee, que possui um modelo altamente inovador que conecta as novas gerações ao café.
Ele também informa que, durante a abertura do Congresso, Holger Preibisch, executivo da Associação Alemã de Café, dedicou metade da sua fala para contar sobre sua vinda ao Brasil, em julho de 2025, para participar do 10º Coffee Dinner & Summit e da Coffee Trip, ambos organizados pelo Cecafé.
“Holger pontuou que foi uma oportunidade muito relevante para conhecer mais a respeito da realidade e dos compromissos socioambientais dos cafés do Brasil, além de ampliar as parcerias entre Cecafé e Associação Alemã. Ele lembrou dos locais visitados, os temas debatidos no evento e nos chamou à frente do palco para realizar um agradecimento especial e reconhecer todos os esforços e avanços da cafeicultura brasileira”, detalha Matos.
Ainda no evento, o Cecafé representou os exportadores do Brasil no painel “Coffee Unites: Global Voices for a Shared Future”, que teve moderação de Holger Preibisch e contou com contribuições do gerente-geral da FNC, Germán Bahamón, e da secretária-geral da SCTA, Krisztina Szalai.

“O foco estratégico dos debates foi o Brasil, sendo destacados o fato de a Alemanha ter liderado o ranking dos principais importadores do café brasileiro em 2025; os desafios logísticos e os números do Boletim Detention Zero divulgados pelo Cecafé; as condições da safra 2025 e expectativas para 2026; sustentabilidade socioambiental, qualidade e as plataformas voltadas ao (Regulamento da União Europeia para Produtos Livres de Desmatamento) EUDR; além das parcerias na área social direcionadas a melhores práticas trabalhistas na colheita do café, como a importante iniciativa entre Cecafé, Ministério do Trabalho e Emprego, Embaixada da Alemanha no Brasil e a Associação Alemã”, revela.
A agenda na Alemanha também contou com visitas técnicas em plantas industriais da JDE Peetz e da Coffee Circus, a empresas focadas em cafés especiais e novos formatos de cafeterias, e-commerce e a torrefações com novos investidores.
“A presença e o reconhecimento dos ‘Cafés do Brasil’ foi destaque em todos os debates e momentos com os membros do setor cafeeiro da Alemanha, reforçando os compromissos do agronegócio café brasileiro alicerçado nos pilares de sustentabilidade, qualidade, diversidade e credibilidade”, conclui Matos.
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