Visitas à NKG Stockler inspiraram estudantes da Escola Estadual da Fazenda Bela Vista a refletirem sobre sucessão familiar, protagonismo feminino e oportunidades no café

O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), a Associação De Olho no Material Escolar e a NKG Stockler realizaram, em 1º de outubro, a segunda etapa de premiação do concurso de redação do programa “Vivenciando a Prática: Café”, na Escola Estadual da Fazenda Bela Vista, localizada na zona rural de Nepomuceno (MG).
As redações foram desenvolvidas após visita técnica à unidade Princesa da NKG Stockler, em Varginha (MG), onde os alunos do ensino médio tiveram a oportunidade de conhecer processos relacionados a comercialização, classificação e exportação de café.
Essa etapa teve uma característica especial dentro do programa, que promove visitas guiadas a propriedades, centros de estudo e outros ativos do agronegócio: a participação de uma escola inserida em uma comunidade rural ligada à produção cafeeira.
“A experiência permitiu aproximar estudantes que convivem diariamente com a cultura do café da realidade dos mercados consumidores e da atividade exportadora, ampliando a compreensão sobre os diversos elos que conectam as propriedades produtoras ao mercado global. O Vivenciando a Prática: Café é um exemplo de como a cadeia cafeeira pode atuar de forma integrada para fortalecer a educação e valorizar as comunidades que estão no centro da produção brasileira”, enaltece Francisco Lentini, coordenador de Qualidade da NKG Stockler.
Com o tema “Por que eu quero trabalhar com café”, as redações evidenciaram como a cafeicultura está presente na trajetória de muitos estudantes, inspirando reflexões sobre legado familiar, perspectivas profissionais e o futuro das comunidades produtoras.
O primeiro lugar foi conquistado por Eric Batista Nicolau, aluno do 3º ano, com um texto que se destacou pela maturidade ao abordar a cafeicultura como instrumento de geração de oportunidades e permanência das novas gerações no meio rural.
Ao refletir sobre o papel dos jovens no futuro da atividade, o estudante valorizou o conhecimento técnico, o trabalho dos produtores e a necessidade de construir perspectivas para quem deseja permanecer nas regiões cafeeiras.
A segunda colocação ficou com Mateus de Oliveira Bertoli, do 1º ano. Sua redação evidenciou a forte relação entre a cafeicultura e a história de sua família, apresentando o café como um legado construído ao longo de gerações.
O texto chamou atenção pelo sentimento de pertencimento e pela visão positiva da atividade como caminho para desenvolvimento pessoal e continuidade de uma tradição familiar ligada ao campo.
Já o terceiro lugar foi conquistado por Isabelly Aparecida Gonçalves, do 2º ano, que apresentou uma visão ampla da relevância social e econômica do café. Em sua redação, a estudante ressaltou a importância do conhecimento e do cuidado ao longo da produção, além de destacar o protagonismo feminino na cafeicultura e sua contribuição para a transformação das famílias e das comunidades rurais.
Como reconhecimento, os estudantes receberam, respectivamente, um tablet, um Kindle e um smartwatch. Os professores orientadores também receberam um tablet cada devido à fundamental contribuição na orientação dos trabalhos e por incentivarem os alunos a transformar os conhecimentos adquiridos durante a visita à unidade Princesa da NKG Stockler em reflexões e produções textuais.
Para Nádia Jacintho, diretora da De Olho no Material Escolar, a aprendizagem se torna mais significativa quando os estudantes conseguem conectar os conteúdos trabalhados em sala de aula com situações reais, com o professor tendo papel indispensável nesse sentido.
“Ele atua como mediador do conhecimento, ajudando os alunos a observar, refletir e transformar experiências práticas em aprendizado. Valorizar os educadores é reconhecer sua contribuição para uma educação de qualidade, baseada em evidências e focada no desenvolvimento dos estudantes”, explica.
Silvia Pizzol, diretora de Responsabilidade Social e Sustentabilidade (RSS) do Cecafé, completa que, ao levar estudantes de escolas públicas para dentro de empresas exportadoras e, ao mesmo tempo, trazer para o centro do debate as perspectivas das comunidades produtoras, a parceria entre o Conselho e a De Olho no Material Escolar contribui para ampliar o entendimento sobre a cadeia cafeeira brasileira e evidenciar que o futuro do setor depende não apenas de inovação e competitividade, mas também da formação de jovens, despertando seu interesse pelas oportunidades de desenvolvimento pessoal e profissional existentes nos territórios cafeeiros.
“A iniciativa reforça o compromisso do setor exportador com o desenvolvimento das regiões cafeeiras, reconhecendo a educação como um dos principais instrumentos para promover inclusão, geração de conhecimento e fortalecimento das comunidades onde o café tem origem”, conclui a diretora do Cecafé.
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