Sinergia público-privada é vista como fundamental para construção coletiva de iniciativas que busquem aprimorar a infraestrutura logístico-portuária e o fortalecimento regulatório na movimentação de cargas do país

O diretor técnico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Eduardo Heron, e o diretor-presidente da Associação Brasileira dos Usuários dos Portos, de Transportes e da Logística (Logística Brasil), André de Seixas, reuniram-se, no dia 9 de setembro, em Brasília (DF), com o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), Frederico Carvalho Dias, para propor a retomada de uma agenda positiva das entidades representativas do setor exportador e demais segmentos com a estatal.
“Nossa intenção é, em conjunto com associações e o poder público, buscar melhor eficiência logística, por meio de uma construção coletiva que busque otimizar a infraestrutura logístico-portuária do Brasil e aprimorar as normas vigentes do comércio exterior, as quais precisam se modernizar para acompanhar o ritmo intenso de crescimento do setor produtivo, em especial o agronegócio e o setor cafeeiro”, explica Heron.
A reunião tratou de diversos assuntos relacionados aos desafios do setor exportador de café, como as dificuldades para a consolidação de embarques devido ao estrangulamento da infraestrutura no país, oportunidade em que se mencionou a importância do Tecon Santos 10 ao comércio exterior, destacando-se a relevância de retomar a agenda positiva com a Agência.
“Os portos brasileiros precisam avançar com urgência em uma agenda estrutural de expansão da capacidade logística, principalmente o Porto de Santos, que requer da oferta de mais capacidade de pátio e de berço, incluindo o Tecon Santos 10, o aprofundamento do canal de navegação, novos acessos rodoviários e melhorias ferroviárias”, avalia.
O diretor técnico do Cecafé completa que os usuários de carga não podem continuar aguardando, de forma indefinida, temas que são importantes para a melhoria da infraestrutura, porque são os exportadores e importadores que vêm arcando com prejuízos milionários em função de rolagens de carga e armazenagens adicionais causadas por constantes e elevados atrasos de navios e alterações de escalas.
Diante da apresentação dos desafios que o comércio exportador enfrenta por conta do estrangulamento da infraestrutura portuária no país, os representantes do setor privado propuseram a retomada de uma agenda positiva com a ANTAQ.
“Ficamos de encaminhar algumas sugestões de pauta, em conjunto com a Logística Brasil, e a expectativa é que comecemos as reuniões, trazendo outros setores para essa agenda, entre o final deste mês e o começo de outubro. Essa sinergia com o setor público é fundamental para que possamos alcançar novos investimentos e leilões para ampliar a capacidade nos portos brasileiros”, conclui Heron.
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