ESG+T: tecnologia é vetor de sustentabilidade, governança e competitividade internacional dos Cafés do Brasil
Em 2025, a marca Cafés do Brasil foi reposicionada para refletir uma realidade nacional: a união da sustentabilidade (Environmental, Social) e da governança (Governance) ao poder transformador da tecnologia (Technology), formando o conceito ESG+T.
Construído de forma colaborativa por entidades da cadeia produtiva, em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Design Bridge and Partners, o novo direcionamento reconhece a tecnologia como motor de inovação, rastreabilidade e eficiência, qualidades que sustentam a reputação do Brasil como origem confiável e protagonista em um mercado global cada vez mais exigente.
Esse reposicionamento não é apenas semântico, ele expressa um ecossistema produtivo maduro e integrado — da pesquisa à xícara — ancorado em um arcabouço regulatório robusto, que protege direitos sociais, meio ambiente, e em serviços que chegam ao produtor de forma coordenada, como acesso a tecnologias, boas práticas, crédito e gestão de riscos.
O resultado é um ambiente que acelera a adoção de soluções sustentáveis e, ao mesmo tempo, promove a qualidade, a produtividade e a resiliência climática em diferentes regiões produtoras.
O setor exportador desempenha papel decisivo nessa trajetória. Ao longo de anos e por meio de protocolos e programas dedicados, exportadores investiram para ampliar capacitação, bem estar social e conservação de recursos naturais nas regiões cafeeiras, transformando o fornecimento sustentável em um vetor concreto de desenvolvimento local e de atendimento às exigências de compradores internacionais.
Essa constância de investimento explica, em grande medida, a evolução dos indicadores de sustentabilidade da cafeicultura brasileira e sua capacidade de responder a padrões globais.
A evidência mais recente desse avanço está no Sustainable Coffee Purchases Report 2024, da Global Coffee Platform (GCP), que consolida os volumes de compras de cafés provenientes de esquemas de sustentabilidade reconhecidos pela plataforma, reportados por onze empresas globais (JDE Peet’s, Keurig Dr Pepper, Melitta Group, Julius Meinl, Nestlé, SUPRACAFÉ, Tesco, Westrock Coffee Company, Mother Parkers, Taylors of Harrogate e UCC).

No ranking das 34 origens listadas, o Brasil ocupa a posição de principal fornecedor global de cafés sustentáveis: 664.233 toneladas, equivalentes a 38% de todo o volume de compras sustentáveis declarado — 1.738.800 toneladas — por essas empresas em 2024 (Figura 1). Em outras palavras, mais de um em cada três
quilos de café sustentável comprado pelas companhias que reportaram à GCP é de origem brasileira.
FIGURA 1: RANKING DAS ORIGENS DAS COMPRAS DE CAFÉS SUSTENTÁVEIS DE 2024, DECLARADAS PELAS EMPRESAS À GCP.

FONTE: GCP SUSTAINABLE COFFEE PURCHASES REPORT 2024
O desempenho é ainda mais expressivo quando analisamos a evolução interanual: em relação ao relatório de 2023, as compras sustentáveis da origem Brasil declaradas à GCP cresceram 43%, saindo de 462.979 toneladas para 664.233 toneladas em 2024. Esse salto reafirma a capacidade do país de escalar a oferta sustentável, preservando a qualidade e garantindo segurança de abastecimento do mercado global.
A participação relativa do Brasil no total de compras sustentáveis também vem aumentando de forma contínua desde 2022, segundo os dados da GCP: a fatia brasileira passou de 33,2% (2022) para 38,2% em 2024 (Figura 2). Essa trajetória de ganho de participação evidencia o dinamismo das regiões cafeeiras brasileiras, que combinam escala, qualidade e critérios robustos de sustentabilidade.
FIGURA 2: EVOLUÇÃO DO VOLUME GLOBAL DE COMPRAS DE CAFÉS SUSTENTÁVEIS DECLARADO À GCP E PARTICIPAÇÃO DA ORIGEM BRASIL, DE 2022 A 2024.

FONTE: GLOBAL COFFEE PLATFORM, SUSTAINABLE COFFEE PURCHASES REPORTS 2022, 2023 AND 2024 / ELABORAÇÃO: CECAFÉ.
É nesse contexto que o ESG+T refl ete o diferencial competitivo da marca Cafés do Brasil. Tecnologia aqui não é um acessório, mas sim o habilitador de práticas que tornam a sustentabilidade mensurável e verificável: sistemas de rastreabilidade e conformidade, monitoramento de critérios socioambientais, apoio à gestão de riscos, uso eficiente de insumos e energia, além de soluções digitais que aproximam produtores de mercados, crédito e conhecimento.
Ao articular E, S, G e T em uma mesma narrativa e prática, os Cafés do Brasil demonstram que é possível conectar produtividade e impacto positivo, reforçando a confiança dos compradores e criando valor compartilhado para toda a cadeia produtiva.
Para os mercados consumidores, essa combinação se traduz em segurança de origem, consistência de abastecimento e transparência, atributos essenciais em tempos de maior escrutínio sobre cadeias agroindustriais. Para os produtores, o ecossistema integrado — da pesquisa ao campo, do armazém ao porto — amplia o acesso a serviços e conhecimento, viabiliza investimentos e acelera a adoção de boas práticas produtivas, com reflexos diretos nas três dimensões da sustentabilidade: ambiental, social e econômica.
Esse cenário transmite uma mensagem clara: o Brasil não é apenas uma potência agrícola, é uma referência global em tecnologia aplicada à sustentabilidade do café! Com inovação contínua, governança sólida e parcerias público privadas, os Cafés do Brasil atendem e lideram a crescente demanda por produtos sustentáveis, contribuindo para a prosperidade dos produtores, a conservação da natureza e a estabilidade do abastecimento mundial, hoje e no futuro!
Marcos Matos
Diretor Geral do CECAFÉ
Silvia Pizzol
Diretora de Sustentabilidade do CECAFÉ

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